Relatos das minhas percepções na Psicomotricidade...
Assim é o trabalho na Psicomotricidade, um material que pode parecer servir para apenas uma finalidade, toma formas, simbologias muito diferentes dependendo do grupo, dependendo da criança, e mais ainda, dependendo do momento em que ela está vivendo aquela aula. Definitivamente não é uma tarefa tão simples quanto possa parecer à quem vê de fora, muitas nuances, muitos aprendizados podem se extrair no momento em que a criança brinca e joga a partir do seu desejo e seu prazer de brincar, espontaneamente ela apresenta quem ela é de verdade, sem máscaras, sem medos de ser julgada, sem culpabilizações, está num espaço para aprender a conviver, aprender a ser, aprender a amar, aprender a cuidar.
Por vezes sinto que aprendo tanto com eles quanto eles aprendem comigo, mas esse é o papel fundamental do psicomotricista, ser um parceiro simbólico na brincadeira, ser uma autoridade na aula, não usar dela para ser autoritário, mas caminhar com elas lado a lado, se dispor a ajudá-las em sua caminhada de novas descobertas do mundo e de si mesmas.
A Psicomotricidade tem meu coração desde que ouvi falar esta palavra, e não é atoa, pois é o lugar mais próximo que encontrei onde a vida real pode ser transformada, repensada, onde nós podemos conhecer a nós mesmos, onde podemos aprender a ser mais humanos, a desenvolver nossos valores através da prática deles, não apenas falando, mas fazendo.
A Psicomotricidade me faz enxergar uma possiblidade de transformar e humanizar o mundo através das pessoas, um a um, pouco a pouco, gota a gota, coração a coração. Acho que por isso o nome do meu artigo do TCC foi: Despertando pequenos corações, transformando as relações.
😉😍
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